| 02/02/2009 |
| A vez dos estatísticos |
Você já imaginou quantas análises estatísticas são feitas antes do lançamento de um novo medicamento? É preciso testar exaustivamente a ação do remédio, reunir os resultados dos testes, organizar as informações e só depois concluir se a droga pode ser comercializada. A análise de dados está presente até em uma simples ligação telefônica que a administradora de cartão de crédito faz para você. A companhia cruza informações como sexo, renda mensal e hábitos de consumo para oferecer um produto na medida certa. E quem faz todo esse trabalho? O estatístico. Um profissional que as empresas vêm descobrindo que pode transformar pilhas de números e gráficos em informações que servirão para reduzir custos e aumentar os lucros. O problema é que falta gente qualificada no mercado. Uma explicação para isso é o reduzido número de alunos nos cursos de estatística e a falta de informações sobre o campo de atuação desse profissional. Para cada estatístico que se registra no Conselho Federal de Estatística, há pelo menos mil engenheiros pedindo registro no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Aliás, até aqui engenheiros vinham cumprindo as funções que agora algumas organizações entregam na mão do pessoal de estatística. É assim na Vivo, operadora de telefonia celular. Ali, a divisão de garantia de receita é gerenciada pela estatística Marcella Macedo, de 29 anos, de São Paulo. "Escolhi estatística porque gostava de contas e acabei conhecendo o curso por acaso", diz. "O bom da profissão é que dá para trabalhar em qualquer setor, basta ter raciocínio lógico, saber lidar com informações e ter curiosidade de entender como e por que as coisas acontecem." Marcella é responsável por analisar dados que possam ajudar a reverter as perdas financeiras da Vivo. Ela tem conseguido bater suas metas e manter-se em ascensão profissional, tanto que convenceu a irmã e o primo a seguirem a mesma carreira. Os ventos sopram a favor também para quem quer trocar de carreira para se especializar na área. A procura por esses profissionais tem crescido junto com o avanço tecnológico, que permite que mais dados sejam armazenados e avaliados rapidamente, agilizando as decisões da empresa. "Nenhuma companhia decide nada de importante sem avaliar bastante os riscos e as oportunidades. Quem faz isso com muita precisão são os estatísticos", diz José Ferreira de Carvalho, consultor e professor da Unicamp. Os empregos estão em todos os setores, principalmente nas instituições financeiras, e os salários médios são de 4 000 reais. "Tivemos de esperar 12 meses para conseguir preencher uma posição", diz a estatística Érika Rollim, de 31 anos, diretora de marketing e serviços ao cliente do SAS Brasil, empresa de software e consultoria estatística, de São Paulo. Para suprir a ausência desses profissionais, Carlos Rodrigo Formigare, de 34 anos, estatístico do Unibanco, que dirige a área de cartão de créditos da empresa, o Unicard, ajudou a montar um curso de modelagem estatística — técnica usada pelo departamento para traçar o perfil dos clientes e customizar serviços. O curso tem seis módulos, que duram nove meses, e já especializou mais de 300 profissionais, entre engenheiros, administradores e economistas, nos últimos oito anos. "O estatístico sai da faculdade sem visão básica de gestão e outros conhecimentos para assumir cargos de liderança.Nesse ponto, os outros profissionais saem na frente", diz Carlos. Ele aposta que, se essa lacuna for diminuída, haverá estatísticos em cargos de gerência nos próximos cinco anos. Palavra de quem entende de probabilidade. Fonte: Revista Você/SA |
| 03/03/2009 |
| Seis maneiras de usar a sua rede de relacionamentos |
N o mundo corporativo, networking é uma palavrinha estratégica. Quem sabe usá-lo tem mais chances de se recolocar no mercado, criar novas oportunidades de negócios, contratar gente e descobrir o que as outras empresas estão fazendo. Com tantos benefícios, ainda tem muito profissional que trava na hora de acionar (ou descobrir a melhor forma de usar) sua rede de contatos. Por outro lado, tem gente que faz networking muito bem. Basta olhar o seu colega da área de vendas. Talvez você não saiba que ele conta com um importante aliado para gerenciar sua rede de relacionamentos, o CRM — um software de comunicação das empresas com seus clientes. Com ele, seu colega de vendas tem todas as informações de cada contato muito bem organizadas e pode acessá-las rapidamente. Outra vantagem de usar o CRM é que ele evita sair do radar das pessoas, porque o sistema traz lembretes para que você periodicamente envie emails, telefone ou até marque reuniões ou almoços. Daí a vantagem do CRM sobre qualquer tipo de comunidade virtual. É claro que você não precisa ter um CRM para aperfeiçoar o networking. O LinkedIn e o Orkut ajudam a organizar seus contatos, mas não substituem o seu empenho em procurar as pessoas. Reunimos seis dicas essenciais de usuários desses programas para você alimentar sua rede e ainda economizar tempo. Confira. Reúna as informações. O primeiro passo para transformar sua rede de contatos numa espécie de CRM, sigla em inglês para Costumer Relationship Management, é centralizar e organizar as informações de forma que elas estejam disponíveis rapidamente quando você precisar. “O CRM nada mais é do que uma ferramenta que centraliza e organiza informações”, diz Fábio Bermúdez, de 32 anos, diretor de desenvolvimento de mercados da Tito Global Trade Services, empresa especializada em logística, com escritório em São Paulo. Como fazer: Consolide os dados numa ferramenta de gerenciamento de contatos. A maior parte dos programas de e-mail oferece uma. Outra opção é usar o Palm ou Blackberry. Dê munição para o sistema. Inclua tudo o que for relevante sobre a pessoa, desde o departamento e a área em que ela trabalha, para quem ela responde, o bairro em que ela mora. Como fazer: Vale a pena cadastrar informações que possam servir para puxar um assunto, como data de aniversário, o time para qual o contato torce ou suas preferências culinárias. Tudo isso você descobre durante as interações que tem com a pessoa. Organize os contatos por categoria. Se o volume de contatos for muito grande, crie várias categorias para facilitar a visualização do todo. A sugestão é de Renata Bove, da Crivo. “Esta foi uma das principais lições que aprendi usando o software de comunicação CRM”, diz a gerente. Como fazer: Defina com clareza as categorias que melhor dividem os seus contatos, como clientes, pares, gerentes, amigos, médicos, por exemplo. Se possível, escolha uma cor para cada categoria. Aproveite a memória extra. Quer saber quais e-mails você trocou com um contato profissional quando se reuniu com ele e quais assuntos foram discutidos? Arquive tudo o que for importante. “No CRM, registro todo o fluxo de informações trocadas com clientes, parceiros e fornecedores, até mesmo as conversas telefônicas. Quando preciso, acesso tudo com um clique”, diz Renata Bove, de 33 anos, gerente de marketing da Crivo, empresa de software. Como fazer: Se não conseguir gravar as conversas telefônicas, como no CRM, crie o hábito de resumir as interações feitas com as pessoas. Conte com a tecnologia e o recurso “Localizar” dos programas de correio eletrônico. No Outlook não é preciso grandes esforços para “remediar” uma falha de memória. Basta abrir o contato desejado e clicar no ícone “Atividades”. Em segundos, o programa traz o histórico de mensagens, compromissos e tarefas relacionados à pessoa. Não perca prazos. Outra função extremamente elogiada por quem utiliza o CRM são os lembretes para não perder a hora de fazer um novo contato telefônico, enviar um e-mail ou uma proposta comercial. “Nós temos, no CRM, três sinais: verde, amarelo e vermelho. Quando alguma tarefa está em vermelho, alguma ação tem de ser tomada”, diz Fábio, da Tito Global. Como fazer: Adaptando essa funcionalidade para o seu dia-a-dia, vale definir datas para ser lembrado de marcar uma reunião ou enviar um e-mail para alguém. Se possível, adicione “Lembretes” no calendário do Outlook — eles passarão a saltar na sua tela com a antecedência que você escolher, de 15 minutos a duas semanas. Ou então coloque os lembretes no “Organizador” do seu celular. Desvie dos imprevistos. Vai sair para encontrar um contato e está com o horário apertado? Utilize ferramentas web para checar como andam (ou não) as condições do trânsito da cidade. Como fazer: No Outlook, o caminho é curto. Se o endereço do contato estiver corretamente cadastrado, é preciso apenas um clique no ícone “Mapa” para acessar o mapa de localização e as condições do trânsito. As informações são fornecidas pelo Live Search Maps. Há também o serviço oferecido pelo Google Maps, disponível no www.maps.google.com.br. Integração As redes sociais focadas no trabalho, como LinkedIn, Plaxo Pulse e Naymz, - podem ser integradas com aplicativos, -como o Outlook. Com isso, você economiza tempo - na busca e atualização de informações. |
| 29/09/2008 |
| Juro ao consumidor é maior desde janeiro/2007 |
A taxa de juro média cobrada nas operações de crédito ao consumidor registrou nova alta no oitavo mês de 2008, passando de 51,40% ao ano em julho para 52,10% a.a. em agosto, a maior taxa desde janeiro do ano passado (52,30%), informa o site InfoMoney. A constatação se baseia nos dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada pelo Banco Central nesta sexta-feira (26). Ao mês, a taxa média praticada ficou em 3,56% em agosto, o que representa avanço de 4 pontos-base em relação ao mês anterior. Já na comparação com agosto do ano passado, houve alta de 32 pontos-base. O spread bancário, que mede a diferença entre os juros cobrados nos empréstimos à pessoa física e aqueles pagos nas aplicações financeiras, também subiu frente a julho, passando de 2,63% para 2,70% ao mês. Fonte: http://empresas.globo.com |
| 22/08/2008 |
| Você sabe quanto vale o seu negócio? |
"A esmagadora maioria dos empreendedores está tão preocupada em tocar o negócio e fazê-lo crescer que não encontra tempo para calcular quanto ele vale", afirma Liliam Sanches Carrete, professora da Fundação Instituto de Administração (FIA) e autora do livro Quanto Vale o Meu Negócio (Saint Paul Editora). Ela diz que independentemente da intenção de vender ou não a empresa é importante que o dono saiba qual é o seu valor. E isso não se refere apenas ao chamado valor patrimonial, que inclui bens como imóveis, equipamentos, estoque e os pagamentos a receber, descontadas as dívidas. "Ao longo do tempo a empresa conquistou clientes, pode ter um plano estratégico para ampliar sua participação no mercado. Isso também tem de entrar na conta", afirma Liliam. Segundo ela, fazer o cálculo possibilita ainda que o empresário enxergue mais claramente o negócio, se ele está crescendo, onde pode implementar mudanças. "Isso ajuda a definir estratégias e a decidir, por exemplo, se é melhor investir na sua expansão com dinheiro próprio, vender uma parte do empreendimento ou 100% do seu capital." Fonte: http://empresas.globo.com (adaptado) |
| 18/06/2008 |
| Justiça eficiente |
Fazer um acordo pode ser mais ágil e econômico. Tentar um acordo com um devedor ou com aquele fornecedor que pisou na bola pode ser mais interessante do que acionar a Justiça para ver seus direitos cumpridos. Esse é o objetivo do Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual (Pace), inaugurado na capital paulista em abril graças à união de cinco entidades diferentes: o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e o Sebrae. No Pace, o empresário ou cidadão que tiver alguma pendência judicial no valor de até 40 salários mínimos (R$ 16.600), como problemas de entrega de produtos ou cobrança, deve se dirigir ao posto e registrar a queixa. A parte denunciada é chamada e tenta-se um acordo. Caso os dois lados se entendam, assunto encerrado. "O acordo é homologado e vale como se tivesse passado pela Justiça", afirma o juiz Ricardo Cunha Chimenti, coordenador do Pace. Se as duas partes não chegarem a um consenso, são encaminhadas então para o Juizado Especial das Pequenas Empresas. Existem postos de conciliação em todo o país, segundo o Movimento pela Conciliação, só que nem sempre há um local específico para os acordos, como agora em São Paulo. Muitas vezes, os próprios juízes promovem o entendimento. "A conciliação, especialmente no início do litígio, significa economia de dinheiro e tempo com o processo judicial, que tende a consumir vários anos até que se chegue a uma decisão", afirma o conselheiro Paulo Lobo, do Movimento pela Conciliação. De acordo com Chimenti, as ações podem ser solucionadas em apenas 30 dias no posto de conciliação e não há necessidade de as partes serem representadas por advogados. Fonte: http://empresas.globo.com |
| 13/05/2008 |
| Como reduzir gastos de forma inteligente |
A otimização dos custos leva em consideração as interações e interdependências de toda uma unidade corporativa, diferentemente do corte de custos extensivo, que deveria ser adotado somente em último caso. DESCOBERTAS: O corte de custos extensivo em resposta a uma retração econômica deveria ser adotado somente como último recurso. ANÁLISE: O corte de custos e a otimização dos custos são dois objetivos muito diferentes. O nível da atividade realizada pelos vários centros de custos de uma empresa afeta os resultados financeiros de maneira diferente. Cortar custos de forma igualitária ou solicitar que os gerentes de cada centro de custos reduzam os gastos de forma isolada ignora essas diferenças. Já a otimização de custos leva em consideração as interações e interdependências de uma unidade corporativa (unidade de negócios ou agência) em sua totalidade. Mapear os principais processos corporativos em relação aos resultados financeiros ilustra essas interdependências e as mudanças nos custos. Sem uma compreensão de todas as interações e interdependências entre as áreas, os custos poderão ser transferidos de um centro de custos para o outro sem o benefício de nenhuma economia efetiva de custos. Cada empresa deve orientar a redução de custos com base numa estratégia corporativa que aborde as condições econômicas relevantes para seus negócios. As alternativas poderão incluir investir agora para reduzir custos mais tarde ou reduzir custos imediatamente enfatizando os processos que sejam variáveis e impulsionados pela atividade econômica (por exemplo, fabricação ou entrega de serviços). O importante é lembrar que as condições econômicas mudam e as empresas devem estar sempre preparadas para as oportunidades de crescimento ou para iniciativas de redução de custos que estejam alinhadas com suas estratégias corporativas. O QUE VOCÊ PRECISA SABER: Se a necessidade de reduzir custos for imediata e não houver uma compreensão das interdependências entre os centros de custos, cortar os custos de forma igualitária em todos os centros de custos poderá ser adequado. Porém, os benefícios financeiros de se compreender essas relações valem tanto nos tempos de bonança econômica quanto em momentos ruins. Sendo assim, as empresas deveriam começar a mapear seus principais processos corporativos em relação aos resultados financeiros e obter uma compreensão de como esses processos são afetados pelo sobe-e-desce das condições econômicas. Fonte: Por Michael Smith, Annemarie Earley e Kathy Harris (http://info.abril.com.br/corporate/noticias) |
| 14/03/2008 |
| As novas realidades da liderança estratégica |
Como líder, você deveria ser avaliado pelos resultados obtidos hoje por sua empresa ou pela solidez da instituição que um dia teve sob seu comando? Talvez você não ache justa a pergunta — é claro que é papel do líder construir uma organização que seja bem-sucedida hoje e amanhã também. Mas será que estamos mesmo fazendo as duas coisas? Muitos executivos se dizem pressionados para se concentrarem em objetivos de curto prazo em detrimento do futuro. Quando provocados, alguns dizem: “Como posso ser considerado responsável pelo futuro se não estarei mais aqui?” Não se trata de um problema exclusivamente do indivíduo. Muitas equipes de liderança dizem que gastam tempo demais decidindo o que podem e o que não podem fazer diante de cobranças de curto prazo. Não reservam um tempo — ou esforço — para entender o que precisam fazer para construir uma instituição sólida capaz de sobreviver nos próximos dois, três, dez anos ou mais. As equipes traçam planos precisos, porém baseados em processos incrementais e superados. As demandas operacionais para a produção de resultados a curto prazo excedem em muito as demandas estratégicas necessárias à construção de uma empresa preocupada com o futuro. “É injusto!”, dizem novamente os líderes exasperados. Mas até que ponto discordam realmente disso tudo? Fonte: (Adaptado) Thomas A. Malnight e Tracey Keys são do IMD (International Institute for Management Development), instituto suíço de educação para executivos |
| 07/03/2008 |
| Contatos Imediatos |
Mais baratos do que as ligações telefônicas comuns e mais rápidos do que os e-mails, os programas de comunicação instantânea têm se revelado boas ferramentas para o dia-a-dia das empresas e podem ser usados para falar com clientes ou funcionários com privacidade. Gratuitos e baixados com facilidade, esses programas são bloqueados em muitas empresas para evitar que os funcionários fiquem batendo papo com os amigos durante o expediente ou, pior, que enviem para endereços não permitidos informações sigilosas. Em vez de proibir, o recomendável é conscientizar os colaboradores a usar as tais ferramentas de forma correta, segundo o analista de mercado de telecom Álvaro Leal, da consultoria It Data. 'Em geral, as tentativas de proibição trazem mais problemas do que soluções', afirma. 'Foi assim com o celular e com as demais tecnologias que apareceram e que se popularizaram rapidamente.' A arquiteta Viviane Cunha conta que em 2005 foi para Londres, onde ficou um ano fazendo um curso. As atividades em seu escritório, no Rio de Janeiro, continuaram normalmente, sob seu comando à distância. Isso só foi possível porque ela se manteve em contato com os seus três funcionários e com os clientes pelos sistemas VoIP e pelo Messenger. 'Eu falava com os meus funcionários, trocava idéias com os clientes sobre os projetos que desenvolvia - às vezes até fazíamos 'reuniões'', diz Viviane. Ela afirma que chegou a realizar oito projetos enquanto estava em Londres. Além de contar com funcionários conscientes, Viviane acredita que para conseguir trabalhar à distância usando essas ferramentas é preciso que o empresário seja muito disciplinado. 'Eu procurava listar os pontos que queria discutir e os enviava por MSN um dia antes, para depois conversar de forma mais produtiva com os clientes.' Mesmo que você não esteja pensando em comandar o seu negócio à distância como fez a arquiteta carioca, mas queira adotar as ferramentas de comunicação instantânea em seu negócio, é bom saber como funciona cada uma delas e quais os recursos necessários. fonte: http://empresas.globo.com/ |